quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Julian

Como disse na apresentação, peguei um longo couch quando cheguei aqui em BC.

Quando soube do processo seletivo para o mestrado procurei passagens e um hotel barato para ficar, fiquei no mais barato que encontrei, não o recomendo e hoje tenho dezenas de recomendações de lugares para se ficar, mas enfim, marquei passagem de volta para Teresina para o dia seguinte ao resultado da seleção do mestrado, assim, se eu fosse aprovado poderia ficar direto, só tendo que desmarcar o meu voo.

Também havia sondado o couchsurfing, para ver se daria certo, tive algumas respostas negativas, alguns não me responderam, outro veio me responder em junho (Thomas?) e um não me deu certeza, pois não tinha muita certeza de como estaria no dia.

Soube que havia sido aprovado numa ligação de telefone as 17h do dia da minha última noite na espelunca, digo, hotel. E não teria mais hotel no dia seguinte, nem vontade de ficar.

Lembrei do couch, mas estava sem acesso naquela hora, então recorri a uma amiga para entrar em contato com o cara que não tinha me dado muita certeza, assim ela o fez e por sorte conseguiu uma resposta bem rápido, assim acertei com ele de ir para lá no dia seguinte.

No dia seguinte nunca fiquei tão feliz por sair de um hotel.

Fui até a casa do Julian ainda sem nem conhecer a cidade direito, mas cheguei lá. Era um apartamento grande, três quartos e ele morava só, a razão era que por ser estrangeiro ele conseguir alugar apartamento era mais complicado, mas assim que conseguiu ficou com ele.

Fui apresentado ao meu couch, um couch literalmente, mas do lado tinha uma rede para qual me mudei, nordestino não pode ver uma.

Julian é um cara que até então só sabia que existia por reportagens, vivia trabalhando pela internet por causa de poker, dá até certa inveja, me passou um link interessante, aprendi alguma coisa mas ainda assim não me sinto atraído por isso, o que não me faz não sentir inveja de qualquer forma.

Conheci as pessoas do grupo local do couchsurfing em um meeting que fui com ele e posso dizer que essas pessoas são o meu principal eixo social aqui em Balneário Camboriú. Falarei mais adiante.

Enfim, me hospedou por três semanas, mais tempo que previa, mais tempo do que ele previa também, certamente, mas não acho que tenha sido ruim, tanto que nós mantemos contato até hoje, mesmo ele já tendo voltado para a Alemanha e me deixado um belo espólio de coisas que ele não iria levar para lá. Posso chamá-lo de amigo sem medo de estar falando besteira.

Definitivamente uma experiencia como essa me fez abrir mais os olhos para o couchsurfing e me deixar mais atento ao que é feito "lá", pois essa interação,  de se abrir a casa para uma pessoa que você não tem ideia de quem seja é surpreendente. E eu gosto de surpresas.

- Ué?! Passou três semanas na casa do cara e só vai falar isso?

Então, é. Só isso.

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